Eu poderia jurar que o primeiro post sobre música aqui no blog seria
sobre Britney Spears, mas quem diria? Não é! Vamos lá...
Há 11 anos (NOSSA!), eu estava vendo MTV!, aquele canal que um dia foi legal, o
centro dos clipes, a fonte para encontrar os cantores internacionais que você
mais gostava. Britney Spears, Jennifer Lopez, Beyoncé, Christina Aguilera,
*NSYNC, Backstreet Boys, Madonna... O mundo Pop da época.
Paro aqui para fazer um parêntese.
(
Eu sempre gostei desse lado da música. Fui muito julgado, tinha vergonha de
expor, mas o mundo Pop sempre foi minha praia. As músicas rasas, as
coreografias elaboradas, as batidas – tanto raiz quanto influenciada – os breaks...
Confesso que eu não tinha um gosto tão ‘variado’ – quando gostava de um cantor,
gostava só dele – mas hoje consigo perceber o quanto perdi por não ‘expandir a
mente’.
Gostava/gosto de Sandy e Junior – OK, meiga demais, enjoada demais, perfeita
demais... ARGH! Não importa... Eu ainda escuto, eu ainda canto e, assumo, ainda
gosto. Julguem-me – e posso dizer que fico triste pelo nosso pop não sobreviver
tanto quando o pop internacional. Kelly Key, Rouge, Bro’z, Wanessa (ex)
Camargo... Podem jogar as pedras, mas quem não cantou “baby, baba-baba-baba /
possuído pelo ritmo Ragatanga / sim-sim-sim! Esse amor é tão profundo / mas o
amooor não deiiixaaa (♫)...” pelo menos uma vez? MAVÁ! Nem
quando tocou na rádio?
...
Há pouco tempo, ouvi um “elogio” de alguém especial. Entre aspas porque a
pessoa não sabia que estava me elogiando - E foi o melhor elogio que recebi de
alguém. Estávamos numa conversa sobre teatro (para variar) e a pessoa diz: “você
tem essa coisa meio pop”. Não ouvi mais nada. Foi o suficiente para eu me
assumir enquanto amante da música pop. E eu juro que nunca tentei ter essa
coisa meio pop – talvez por isso, tenha.
Podem chamar do que quiser: cultura rasa, cantoras que não têm potência vocal,
shows com playback, música sem letra. Mas cada um com sua opinião, certo?
É esse meu mundo musical. É esta a trilha sonora da minha vida. Falem o que
quiser, mas eu tenho essa coisa meio Pop!
)
Voltando ao foco do post – que, nesse ponto, já achei que perdeu o sentido. Mas
vamos ver o que sai. Em 2002, surge uma garota. Garota mesmo. 17 anos.
Diferente de tudo aquilo que meu mundo Pop apresentava. A garota usava roupas
de moleque, muito lápis no olho, andava de skate e cantava rock na MTV!. Avril
Lavigne estourou. Eu confesso que, na época, eu achava que ela era só mais uma cantora Pop
que tinha um estilão diferente. Nunca havia percebido o Rock das suas músicas. Pois
bem, ela agradou – e ainda agrada. Vim aqui fazer esse post única e
exclusivamente por ter visto hoje o seu clipe mais novo – Here’s To Never
Growing Up, que faz um review do que é Avril. Let's talk about it.
Avril passou por fases. No seu primeiro CD [Let Go], ela veio como essa
pop-rockerinha, menina-moleque, cabelos extra-lisos praticamente escondendo seu
rosto de criança. No segundo [Under My Skin], já pudemos perceber a presença de
uma saia – ainda que preta – mas surge um símbolo feminino aí. Mas é no
terceiro CD [The Best Damn Thing] que Avril causou desgosto para alguns fãs. O
CD físico [O círculo, que ficam gravadas as músicas] é rosa gritante; no
encarte, encontramos uma Avril toda trabalhada no caveirismo – mas o rosa
continua lá. Loiríssima, saias, vestidos, filós, rosa, rosa, rosa e... PAREM O
MUNDO – Avril de salto alto! Choque para a sociedade.
Confesso que gostei da mudança – Para mim, Avril pertencia mais ao mundo Pop do
qual eu gostava. Então, em 2011, ela vem com Goodbye Lullaby; volta ao pretinho
básico, mas sem perder aquele glamour de mulherão – a menina-moleque tinha
ficado para trás. Pelo menos, era o que eu achava até hoje...
“Here’s To Never Growing Up”. De cara, vemos uma Avril de salto alto, numa
escola. A batida da música nos remete à 2002. Quando de repente... TAPA NA
CARA. Vem Avril de roupas pretas, all star, andando de skate. Menina-moleque. E
agrada! O que ela diz? O que eu já sabia: A gente só cresce se quiser, velhice
está na cabeça. “Jovem para sempre” não é um sonho impossível. Porque não
podemos voltar a fazer o que gostamos? Ou simplesmente fazer o que gostamos? Não
podemos vestir o que queremos? Quem dita as nossas regras? A música dela pode,
sim, sambar ora no pop, hora do rock. E ninguém pode condená-la por isso. Tenho
essa coisa meio pop e espero nunca mudar! Porque? Me faz bem!
Avril está de parabéns por essa “volta ao passado”! Estou aguardando as
novidades-antigas... :D
Agora, vamos falar de coisa boa? Vamos falar do novo Renew Avril
Lavigne? Porque né...