Fiquei
tentando resumir meu ano em poucas palavras, cheguei a três: Aprendizado,
Preparação, Treinamento. Aprendi com os outros, aprendi comigo mesmo e com o
mundo. Dentro desse aprendizado, posso acrescer a palavra ‘Descoberta’.
Descobri que posso ser mais forte (psicologicamente e fisicamente) do que
pensei. Aprendi que posso perder a paciência mais fácil do que pensam. Também
aprendi que não devo jamais esperar muito das pessoas e que depositar muita
esperança em algo é errôneo. Descobri, finalmente, pra quê vim ao mundo. Nascer
– Adquirir conhecimento – Aterrá-los – Ter um objetivo a seguir – Dar o que tem
de melhor – Morrer – Recomeçar. Esse deve ser meu ciclo. Aprendi que não devo
me deixar vencer pelo cansaço, tanto físico quanto emocional. Descobri que
alguém que se gosta muito pode vir a ser uma pessoa totalmente dispensável na
sua vida. Aprendi com essas pessoas que elas podem afetar outras pessoas
gerando uma corrente poluída e alucinada e que devo me acostumar a isso.
Descobri que não preciso me preocupar tanto com algo que ainda não está pronto.
Está no forno, ainda não está no ponto. Logo se pode comer.
Preparei-me. Preparei-me
para me mostrar ao mundo, para fazer-me caber no mundo – e não o mundo caber em
mim. Preparei-me para sofrer e aguentar, preparei-me para falar e ouvir.
Tranquilizei-me. Preparação de corpo, voz e alma. Alma: me preparei para
ouvi-la. Não só ouvi-la. Entendê-la. Preparei-me para abandonar furões,
preparei-me para eliminar vampiros. Dancei, cantei, cansei. Levantei.
O treino foi a base do
ano. É preciso treinar para viver, mas todo dia se vive treinando. Descobri –
mais uma vez – que o treino não para, o movimento não para – é guardado.
Treinei e treino não para ser o melhor, mas para ser melhor. Mais que ontem,
menos que amanhã. Achei impossível não chegar num limite, mas errei mais uma
vez. Não há um topo, não há o pico a ser alcançado. Há um caminho a ser
percorrido, buscando sempre subir um degrau sem deixar o degrau subir em você.
Treinei ser escada e usar de escada. Vale a pena por alguém que sabe dar valor.
Aos medrosos e assustados, ficam os abraços e as decepções, talvez o
arrependimento. Treino. Ainda treino e ainda tenho o que treinar.
Aprendo todos os dias.
Preparo-me todas as horas. Treino viver, tentando não errar muito. Mas com o
erro se aprende, Com o erro nos preparamos melhor. E segue o ciclo da vida.
Segue o meu ciclo da minha vida. Nascer – Adquirir conhecimentos – Aterrá-los –
ter um objetivo – Dar o que tem de melhor – Morrer – Recomeçar.
“É o Natal. As vezes, essa época nos deixa um pouco
melancólicos. Mas então, vem o Ano Novo e as energias se renovam.”
Está chegando o Natal, está chegando o Ano Novo. É nessa
época que se concentra um grande número de superstições. O maior, talvez. E quero
falar diretamente pra você, que acredita, que pula as sete ondas, usa amarelo,
que toma banho de mar no início do ano para “limpar” a aura, talvez. Que usa a
cueca ou calcinha de uma cor específica e outras tantas regras às quais se
prende e acredita que terá um ano ruim se elas não se cumprirem. Eu te digo: há
uma fórmula mais eficaz para ter um ano abençoado. É um tanto mais difícil que
cumprir essas “obrigações”. Na verdade, para este novo método, você terá que se
desprender de toda essa amarração. Ei-labri)﷽﷽﷽﷽﷽﷽ Ouso transpor oque ntar
que ntos e opiniia ter sido com um pouco maos pacio amor nbriu - eles :
Antes da virada do ano, uns dias
antes, de preferencia logo depois do Natal, procure um lugar tranquilo. Pode
ser na sua casa, pode ser fora dela. Um lugar que você se sinta bem e que
ninguém te incomode por algumas horas. Faça uma reflexão do ano que se passou.
Pense nas suas conquistas, nas suas derrotas, nas pessoas que entram e saíram
da sua vida. Nas portas que você abriu e nas que fechou. Faça uma viagem
interna e procure todos os novos sentimentos que descobriu – eles são
infinitos. Após, pense nos sentimentos que você gerou nas outras pessoas. Pense
na imagem que elas ficaram de você. É aí que eu quero chegar: Se aprofunde no
“você”.Não devemos nos importar com o
que pensam da gente. Está certo. Mas esse não é o ponto. A quem você feriu? Com
quais palavras você machucou alguém? Esse alguém pode te amar um tanto e cansar
(“Amor não é abstrato. Amor é uma pessoa. Amores são as pessoas. Um amor nunca
termina, apenas morre. Mas o amor cansa, o amor se irrita, o amor não
compreende as vezes e o amor se irrita fácil” – Renan Fábri). Repense todas as suas
atitudes, suas DR’s, seu jeito de ser, as patadas que deu – mesmo que defensiva
– coloque na roda a pessoa que você foi. Reclamei à toa? Fui fraco (a)? Me
comprometi e dei bolo? Coloque em xeque todo 2013. Agora, reflita sobre o que
poderia ter feito melhor, onde cabia um pouco mais de paciência, onde se
encaixava palavras melhores, onde poderia ter sido com um pouco mais de
carinho. Traga isso para você. Mais carinho, mais compreensão, mais paciência –
e um pouco mais – mais dedicação, mais atenção ao amor que te quer – não o
deixe cansar – mais gratidão, menos 2013. Faça uma promessa – e prometa que vai
cumpri-la – de ser uma pessoa melhor (“Você não muda em sua essência. Você muda
nas suas atitudes, nos seus pensamentos e opiniões. Ouso transpor o “muda” para
“melhora”. – Renan Fábri). Pode crer que suas
superstições não vão te levar a nada. Pode acredita-las, quem sou eu para
impedir – mas não confie seu 2014 somente nelas. Coloque seu ano novo e todo
ele nas mãos de quem é realmente capaz de transformá-lo: Você.
Quem me conhece pelo menos um pouco sabe que tenho como
veículo de condução uma moto. E quem tem uma moto e já teve oportunidade de
dirigir carros sabe a grande diferença que tem de um para o outro. Para
enturmar quem não sabe, uma das principais diferenças é que você fica mais “por
dentro” de tudo o que acontece durante o caminho. Vento, buracos da rua, quão
quente está o sol... Também temos a oportunidade de ouvir mais conversas alheias
– não que me interesse, apenas citando fatos – de pessoas que conversam no
semáforo, por exemplo, conversas que ouvimos trechos ou apenas uma palavras de
duas pessoas que estão conversando na frente de casa... Entre outros. A moto
também nos dá a possibilidade de ver quantas pessoas passam por você – ou você
por elas – durante o dia. São muitas que ficaria até difícil contar. Mas
assumidamente pode-se dizer que você se lembra da imagem de alguma delas, pelo
menos uma. É fato sabido que isso nada nos interessa, mas durante os caminhos
rotineiros que faço todos os dias, as vezes me pego pensando nisso, em tantas
pessoas que vejo e começo a me perguntar: ‘como será o dia desta pessoa?’ Não
que eu seja um tipo xereta ou bisbilhoteiro, nem a última coisa que quero é
cuidar da vida alheia ou que cuidem da minha. Meu fator é curiosidade, mesmo.
Quantas pessoas vemos, quantos acontecimentos ao mesmo tempo, pelo que essas
pessoas passam? Quais as dificuldades delas? O que as deixam felizes? O que a
difere de mim?
Esses questionamentos só servem para me mostrar como somos iguais em vários
pontos. Afinal, meu dia não é nenhuma maravilha, tem seus altos e baixos,
novidades e mesmices, secos e molhados. Aquela senhora que vi atravessando a
rua com uma sacolinha na mão, de cabelos brancos e vestido florido, também deve
ter seu dia agitado. Afinal, só porque ela já passou da “flor da idade” não
pode mais viver emoções? Merece descansar? Claro, todos merecemos. Mas quão
difícil está sendo o(s) dia(s) dela? Será que precisa de ajuda? Será que quer
ser ajudada?
Parece bobo dito desta forma, mas a realidade é que nossos problemas não devem
ser maximizados sobre os problemas dos outros. Por mais difícil que esteja,
acho que a melhor forma de pensar é que nossos semelhantes não estão melhores
nem piores que a gente. Não importa quanto dinheiro ele tem no banco, nem
quantas horas por dia ele trabalha. Pode não ter exatamente suas dificuldades,
mas certamente ele tem as dele e seus motivos que – já disse – não devem ser
diminuídos por acharmos que nossos problemas “são mais problemáticos”. Aprendo
muito no meu caminho diário e espero continuar aprendendo. O “mundo alheio” tem
muito que nos ensinar. Pensar nos outros nos dá lições para sermos pessoas
melhores. E assim segue a vida. Não posso dizer que “buscando comparações”.
Seria mais “nos tornando iguais”. Porque enquanto houver diferenças, não
sairemos dessa – com o perdão da expressão – sociedade podre em que vivemos.
P.S.: Odeio quando meus textos tornam-se lições de moral -.-‘
Fazendo o caminho diário, fico pensando em tanta coisa que fica entalada, tanta coisa que eu precisava dizer... Mas não o faço. Por respeito, por mais que você pense o contrário. O que falta mesmo é o respeito recíproco. Por tantas vezes que eu já disse e chorei, e nunca fui levado a sério. Por tantas vezes que você me julgou fazendo um "dramalhão". Pelas inúmeras vezes que você menosprezou a minha escolha. Talvez, esta, minha única escolha que me faça feliz. Desde o princípio você achou que fosse uma brincadeira, um "hobby". Talvez fosse. No princípio. Já se passaram mais de seis anos. Eu não sou mais um estudante de colegial que experimenta as coisas por curiosidade. Hoje, eu sei que esta é a escolha certa. Não pra você, disso eu tenho certeza. Por você, eu seria do comércio, talvez, eu faria cursos e mais cursos para seguir carreiras progressoras, talvez, eu teria amigos de trabalho, talvez... Talvez eu fizesse tudo isso, talvez eu fosse tudo isso. Mas é certeza que você não me veria da forma como mais quer me ver. Feliz! Tanta coisa eu faço, e você pensando ser tão pouco... Eu sei que se não existisse, se eu não nascesse, sua vida seria mais fácil, mais tranquila, você até ganharia alguns anos a mais na sua juventude e um pouco mais de dinheiro no bolso. Afinal, é uma pessoa a menos para cuidar, uma boca a menos para alimentar. Eu sei que você não pensa assim. Só estou dizendo. Porém, eu sei também que se não fosse eu, hoje, como seria? Quem te ajudaria? Quem estaria com você quando você pedisse? Eu sei, soa que não é mais que a minha obrigação, e eu não reclamo disso. Faço porque te amo, porque sei que você me ama e tudo o que eu disse antes só acontece por causa desse amor, do cuidado que você sempre teve comigo, da necessidade de eu ser alguém na vida. Afinal, como você mesmo diz, "eu não vou durar para sempre". Não quero jogar tudo na sua cara. Talvez você nunca escute isso. Eu só queria te fazer entender o quanto a minha escolha é importante pra mim. Foi isso que eu escolhi ser e é isso o que eu realmente quero ser. Esta é minha vida, o que me move, o que me faz feliz. É isso que me deixa no estado que você tanto gosta. Eu fiz a minha escolha. Minha escolha é ser feliz. Não precisa aceitar, apenas respeitar.
Eu te amo!
Desde o dia que nasci.
Sempre vou te amar.
Não é amor imposto, nem aprendido.
É o amor mais sincero e puro.
Desculpe se estou afiado. Mas não é culpa minha. Você me ensinou tanto, tanta coisa... Mas tem coisas que a gente desaprende para reaprender da forma mundana. E isso é necessário. A gente cria anticorpos para lembrar dos valores que trazemos do lar. E minha acidez é apenas um desejo de tentar fazer você entender que por mais que você tente o contrário, eu não vou desistir do meu caminho. Essa parte da minha vida pertence só a mim. Você vive me dizendo que sou tão esperto e inteligente... E não vai ser neste caminho que vou tropeçar. Porque é à ele que me dedico e é ele que quero fazer dar certo. Apenas confie em mim, como eu sempre confio em você.
Imagino que a melhor forma de iniciar este post é voltando no tempo, mais ou menos uns 17 anos... Vamos lá.
Renan, criança feliz, por volta dos 7 anos. Gosto musical: Xuxa, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Eliana, Sandy & Junior. E é sobre este último item que vamos falar. Mais especificamente dela. Como a maioria das crianças dessa idade, eu gostava dessa duplinha, cantando agudamente "Quicoooo sefoooooi fazêêêêêê nuumatuu Mariaxiquiiiinha?" E, como qualquer criança normal, nem imaginada que a safadjenha da Maria Chiquinha foi lá botar uma galhada na cabeça do marido. Que fase, hein? Duas crianças naquela idade cantando uma música onde a moça trai o marido e o marido corta a cabeça dela e ainda COME o resto? Canibalismo ou posso considerar necrofilia? Absurdo. Mas isso não vem ao caso. O fato é: eu gostava da duplinha. Porque? Ainda procuro entender. Identificação? O carisma dos dois (dela)? As musiquinhas irritantes? Enfim. Os anos se passaram e eu acompanhei o crescimento e amadurecimento - tanto pessoal quando profissional - dos dois. Sempre naquela levada gosto-não-gosto. O "não gosto" ficava por conta da vergonha de assumir. Como um adolescente de 15 anos pode gostar de Sandy & Junior? É uma vergonha! Mas bem assim foi, sempre gostei e ainda escuto algumas (bastantes) músicas. Prontofalei.
Hoje, venho aqui fazer uma resenha sobre o "Sim", álbum recém-lançado de Sandy Leah ex - Sandy e & Junior. Já tem quase um mês, eu acho, que escutei esse álbum pela primeira vez e andei procurando tempo e palavras para falar dele. Hoje, escutando mais uma vez, surgiu e corri pra cá. Como o preconceito com essa mulher rola solto, não me admira que este post seja abandonado na metade da leitura ou o leitor nem tenha interesse em lê-lo a julgar pelo título. Se você chegou aqui, considere-se uma pessoa livre de preconceitos e de mente aberta. Porque falo isso? Vamos entender.
Confesso que Sandy nunca me emocionou. É inegável sua potência vocal, seu talento natural para a coisa, seu carisma e tudo mais. Mas as músicas nunca me atingiram de alguma forma. Depois de alcançar um nível maior de entendimento musical, pude perceber a falta de emoção da moça ao cantar letras de própria autoria. Letras bonitas, por sinal. Têm mensagem, melodia boa, mas sempre acompanhadas daquela voz bonita, afinada e só. Livre de qualquer sentimento. Até mesmo seu Manuscrito, o primeiro álbum solo da garota, é totalmente assentimental - até onde ouvi. Não corri-o inteiro.
Pois bem. Sandy Leah lança em 2012 seu EP Princípios, Meios e Fins, trazendo 5 faixas inéditas - das quais eu ouvi apenas uma. Aquela dos 30 não surpreende - em partes. Traz uma Sandy fazendo piada - no bom sentido - de sua idade. Pra quem achava que nunca iria acontecer, Sandy chegou aos 30. Nesta faixa, ela expressa seu sentimento de como é ser jovem porém velha. Estranho se dito assim, mas é isso mesmo. Não cheguei aos 30 e nem sou mulher, mas pela vivência que tive com mulheres dessa idade, sei que não deve ser fácil. Você se sente velha demais por não ser mais uma garota de 20, porém se sente jovem demais para formar a própria família, por exemplo. Mas voltando a falar de Sandy... Pela primeira vez, percebe-se um sentimento ali; não poderia ser diferente, afinal, a música fala dela. Ainda assim, continuamos a ouvir aquela voz linda, doce e sem "expressão". Mas tudo bem, damos um desconto por que a música foi feita para ser uma brincadeira e não caberia uma Sandy triste por ser trintona. Ainda assim, Sandy está de parabéns pela faixa. A melodia, o piano - falarei dele mais tarde - as notas e a nova pegada.
O EP ainda traz mais 4 músicas: Segredo, Olhos Meus, Escolho Você e Saudade. Sinto que perdi muito por não me interessar neste EP e buscar ouvi-lo inteiro antes. O tesouro me passou batido. Vamos partir para o "Sim". É aqui que quero chegar.
2013, Vem Sandy com seu belíssimo "Sim". Já ganhou um elogio desde aqui. Depois que ouvi a primeira vez, senti necessidade de colocá-lo no repeat e desejar que nunca acabasse. Sandy encontrou seu caminho! Ela traz letras profundas, batidas clássicas e... o piano! Como é lindo ouvir a voz de Sandy junto com o piano! É simplesmente incrível como casa perfeito. Confesso aqui: Odeio a Sandy falando. Tenho preguiça da voz dela - fa-lan-do! - vou deixar bem claro. Sandy traz pela primeira vez em um álbum o sentimento na voz. Você escuta e sente vontade de chorar, mesmo que nunca tenha passado pelo que fala a música. É fato que, desta vez, ela conseguiu tocar meu coração com suas músicas. O álbum é tão bonito que merece uma resenha de cada música. Bem curtinhas, eu prometo!
A Capa - Não, não é faixa. É a capa do álbum, mesmo. Como eu amei a capa! Sandy está linda, supera até mesmo a capa do 11º álbum "Sandy & Junior" , de 2001. Foi feliz na escolha. Anos-luz na frente da capa de seu antecessor "Princípios, Meios e Fins".
Aquela dos 30 - Carro-chefe do álbum - na verdade, do EP, que é de 2012. Má escolha. Porém, ou fosse a primeira escolha ou nem entrasse no álbum. Porque? Sandy já completou 30 anos este ano e não faria sentido cantar "...e eu já tenho quase 30". Enfim. Música boa, legal para encarar o passar dos anos de forma easy.
Escolho Você - A minha preferida! Presente também no EP. Alegrinha, feliz, te põe pra cima. Essa faixa tem muito a ver comigo, por isso gosto tanto dela. Te faz entender o porquê de estar com a pessoa amada. Lindinha.
Morada - É aqui que se formam as lágrimas, bem lá no fundo, sem você perceber. Praticamente, completa a anterior. Tipo, como simplesmente apagar um grande amor da vida assim, como se nada fosse? É difícil esquecer alguém que teve seu coração por tanto tempo. E se este amor vale a pena, se ambos querem, como cortar pela raiz?
Segredo - Tem uma pegada mais pesada, uma música para fechar os olhos e curtir, ouvindo Sandy segurar as notas de forma brilhante e fazer tremer aquela lágrima que se formou. Linda, tocante, simples e esperançosa.
Ponto Final - Essa faixa ficou meio perdida para quem ouve o álbum na sequência. Por isso, aconselho pular e escutar por último para levantar o astral. Música de fim de relacionamento, tem uma levada gostosa. Tipo de relacionamento que não vale a pena. Trocadilho interessante, a música brinca com as palavras e falsetes da cantora. Um mimo.
Refúgio - Que música! Sandy poderia tirar todos os outros instrumentos e deixar só o piano - olha ele aqui de novo! É uma música tocante, a melodia, a quebra das frases... Tudo! Mostra claramente aquele lugar que você quer estar quando parece que tudo está errado. Enaltece o amor na sua forma mais pura e acolhedora. Linda!
Olhos Meus - Já começa no piano. É aqui que as lágrimas vêm. A música é linda na sua maior simplicidade. A voz de Sandy está mais sentimental do que nunca. A progressão do piano combinada com a voz maravilhosa é de arrepiar! Porém, curta. Fica uma saudade quando a música acaba.
Ninguém é Perfeito (Jessie J oi?) - Assim como Ponto Final, ficou perdida no meio do álbum. Pule e escute antes de Ponto Final. Música básica, combinada com Segredo. Gostosa de ouvir, alegrinha, te faz querer ver seu amor :)
Sim - Música que dá nome ao álbum. A julgar pelo nome, tinha tudo para ser sem sal nem açúcar, uma musiquinha positiva que entrou no CD por cota. Ledo engano. Uma das melhores do CD. Sandy apresenta uma voz diferenciada, numa outra entonação com uma progressão divina. Uma delícia de ouvir e dá vontade de cantar junto e gritar aos quatro cantos tudo o que diz a música. Libertadora.
Saudade - Putz, o que dizer? O piano começa e você já arrepia. Sandy vem, aparentemente conversando com você: "Oi, quem é você pra vir chegando assim?". Nesta faixa, é nítido a voz e o piano dançando num ritmo perfeito em nossos ouvidos. De início, não sabemos de quem Sandy está falando. Os agudos vão contando a história tão melancólica até vir "Você tocou o meu ombro e se apresentou". Já chorei. É divino esse trecho, a melodia, o timbre... Sandy impressiona! Já a saudade... Ótima música para fechar o álbum.
Minha preferida? O álbum todo, certeza! Mas se fosse para escolher uma, certamente iria escolher aquela que eu gostei de cara, na primeira ouvida, aquela com a qual eu me identifico. Escolho Você.
Aliviado por finalmente fazer este post!
Sandy sempre fez parte da minha vida. Cresci com ela e amadureci com ela. E este álbum me traduz, sem sombra de dúvida.
Eu nunca fui um patriota. Odiava cantar o hino na escola - em partes, pois perdia tempo de aula - sempre tive vergonha da cultura musical do país, vergonha dessa "bondade" que o brasileiro tem, que deixa o governo deitar e rolar. Sempre achei um absurdo os impostos cobrados, em tudo.
Era revoltante ver tanta coisa acontecendo - sobe gasolina, sobe passagem do ônibus, só não sobe meu salário (piada engraçada -n) - e ficar por isso mesmo. As pessoas se contentando, assistindo sua novela, continuando sua vidinha... Daí vem a explicação mais fajuta que um governo ou qualquer outro pode dar: "brasileiro é um povo muito feliz, o básico já está bom, brasileiro é muito bondoso". Isso me emputece. As coisas rolam na nossa cara, um homem preso tem mais direitos - e dinheiro - que eu que trabalho honestamente; esse mesmo homem, que matou alguém, que roubou uma casa, assaltou um banco, um estabelecimento.
Enquanto isso, do outro lado, vemos aquelas filas imensas em portas de hospitais, pessoas deitadas em macas nos corredores - porque não têm quartos vagos -, escolas públicas em situações precárias, professores mal valorizados, com medo de dar aula, de apanhar de alunos, ganhando uma mixaria por mês... E o que o governo faz? Claro, toma uma atitude sábia: vamos construir um estádio de futebol para sediar a Copa! (......) Deprimente?
Sabe qual seria uma manchete perfeita para uma situação dessas? "Brasil perde a sede da Copa 2014 e só poderá recorrer quando estiver em dia com a Saúde Pública e a Educação". Fala se não é um sonho?
(...)
Voltando lá em cima do post, eu disse que nunca fui um patriota... Pois bem. Como todos devem saber - se você não sabe, filho (a), peida e voa - dos acontecimentos atuais, dos manifestos e tal, posso dizer: minha alma é patriota! Fico emocionado em ver tantos manifestos em tantas cidades! Juro, os olhos marejam! Como eu estou feliz pelo Brasil! Como estou orgulhoso desse meu povo! Demorou? Sim, mas antes tarde do que nunca! Eu sempre digo: Nunca é tarde para realizar um sonho! E esse, é um sonho de uma nação!
Ainda há tempo de recuperar o Brasil, pode ter certeza! Esse é o começo de uma grande luta - pacífica, vale lembrar - por diretos que há muito nos foram tirados. Hora de lutar pelo que é nosso, hora de mostrar a cara e dizer a que veio, hora de falar para Dilma que nós somos os chefes dela, que ela trabalha para a gente!
Chega de futebol! Chega de novela! Chega de sofrer calado!
Mais uma daquelas de espera, ansiedade, trabalho, um pouco de alegrias, um pouco de tristezas... E assim vou vivendo.
Procuro sempre não reclamar, como todo sempre dizem, "tem alguém que está pior que você", então procuro sempre levar as coisas na maciota - apesar de [quase] sempre perder a cabeça.
Toda semana que se inicia, espero ter boas notícias, good news, respostas boas de coisas que esteja esperando, bons acontecimentos, momentos felizes, risadas... Imagino que isso seja basicamente o desejo de todos a cada início de uma nova semana - que, para mim, se inicia uma jornada.
(...)
Na verdade, a cada início de semana, eu espero que minha vida mude. Completamente - e eu nem me adapto bem à mudanças. Mas eu sei o porquê. É cansaço. Não cansaço físico, mas saco cheio, mesmo. É a rotina de afazeres que não gosto, é o pouco tempo que me sobra para o prazer, sou o "eu-robô" que tenta sempre se libertar. Às vezes, me sinto o Homem de Lata d'O Mágico de Oz: buscando um coração. O que me faz bem? O que realmente me faz bem? A resposta está neste blog, está em cada letra destas frases de apresentação, está no topo. Quero mais tempo para criar personagens, quero mais tempo para escrever, quero mais tempo para respirar teatro... Quero mais tempo para ser eu!
(...)
Final de domingo... não quero dormir. Minha manhã de segunda é sempre tão previsível...
Quando tudo parece dar errado, quando você mais precisa que
as coisas funcionem, elas não funcionam. Lei de Murphy? Eu quero muito não
acreditar nessas coisas, sempre achei a maior bobeira do mundo essas
superstições. Mas, por mais que eu não acredite, elas acreditam em mim. Isso é
foda. É o fim da picada você precisar mandar um e-mail importantíssimo com
anexo e, na hora de anexar, a Hotmail (Outlook?) te responde: “Ainda estamos
nos preparando. Tente novamente”. PREPARANDO O QUE? O SHOW DAS PODEROSAS?
Detalhe que estão “se preparando” desde as 7h30! É ou não motivo para jogar uma
bomba e explodir tudo?
Outro fator... Eu nunca tive problemas com os Correios – tenho problemas com
minha ansiedade, só isso. Ela acha que o sistema de entrega é muito lento, que
deveriam aderir ao teletransporte, mas essa é outra história. Aconteceu que,
rastreando o objeto pelo site, ele parou no “encaminhando”. O prazo de entrega
era um dia útil, mas ele só atrasou cinco dias, só isso. Desde a manhã, estou
entrando em contado com 0800 para ver o que acontece. Recebo a informação de
que devo registrar uma reclamação para que seja entregue com urgência. Depois
de horas no telefone, a atendente diz que o sistema dela está dando erro e que
era para eu tentar registrar pelo site. OK. Lá vou eu. Tentei uma, duas, vinte,
quarenta e nove... ERRO ERRO ERRO ERRO ERRO! Que coisa, né? Tentei mudar de
tática e entrar na sessão “elogio”, só pra ver se funcionava. FUNCIONOU! Que coisa!
Então é só a parte de reclamação que tá com pití!
Ou eu estou urucado ou tem empresas que precisam melhorar seus serviços.
Como lidar com a ansiedade? Sentimento que desconcentra, dá
frio na barriga, dá tensão nos ombros... Sempre que disseram que eu era muito
ansioso – mas para mim, nunca foi algo tão preocupante. Sempre soube lidar bem
com isso. Mas de uns tempos pra cá, certos acontecimentos não me permitem
manter a calma – tudo pela ansiedade.
Não há o que fazer, as soluções que espero são certas que vêm, mas vêm com o
tempo. Eu tento esquecer, pensar em outras coisas, relaxar. Até consigo, por 2
minutos. Preciso parar um pouco, tentar manter as coisas sob controle, acho que
vou fazer yoga.
Talvez, a melhor forma de trabalhar isso seja se concentrar na ansiedade e
procurar controlar ela – psicologia inversa.