segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"Teatr-ando"


"É tão mágico como tudo acontece
É tão bom sentir a fluidez...

Sentir-se vivo
Sentir-se liberto
Sentir-se útil
Feliz...!

É assim que me sinto
É assim como você me faz sentir!

Desejaria que tudo não acabasse,
Pediria a Deus: 'Só mais um pouco!'

Gritaria para o mundo todo
Para partilhar minha alegria
Que já não cabe em mim
E se esmiúça nessas palavras...

Cada vez mais, ouço meu coração:
'É isso! É isso! É isso!'

Tantas preocupações que tenho
E tudo se esvai tão rápido
Pra quê duvidas?
Qual o motivo de incertezas?

Não encontro palavras
Para me traduzir...

Dizer o que estou sentindo
Escrever o que aqui borbulha
É tão pequeno
Perto da minha vontade...

Vontade de voltar o tempo
Vontade de não parar

Quero seguir-te
Apenas seguir-te
Largar tudo
E ser feliz com você!

Me dói
Voltar à rotina

Saber que sua parte de mim
Ainda é só uma parte
Só uma,
Ainda assim uma grande parte!

Não desejo parar de escrever
Desejo que essas palavras
Inundem o mundo!

Mundo,
Tão fiel a mim quando queres
Faça meu desejo ser o teu
Despeje-o em meu futuro!

Me dói
Voltar à rotina

Voltar à vida 'normal'
Mas vou com fé
E esperança
Esperança de grandes mudanças!"

Originalmente escrito em 25/08/2013 - 18h54

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Pra não me esquecer


"Para não me esquecer"

Já está marcado
Já está na pele
Feito tatuagem antiga

Já não tem outro viés
Todos já sabem [e eu também]
E não faço questão do anonimato

E pra não esquecer,
Rabisco estas palavras
Arrisco estes versos

Tão pobres de rima
E tão ricos de sentimento
Pra não me esquecer...

...De sempre me entregar,
Arriscar
E estar pronto para errar.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Sem Título

"Sem título"

"Hoje não quero nada [quero nada]

Trabalhar,
Rir,
Chorar,
Ler,
Nem mesmo... Escrever

Obriguei-me
'Escreva!'

Talvez passe,
Talvez alivie

Muitos erros [na versão manuscrita]
Parece que já me arrependi
Não consigo pensar
[Nem imagem desejo pôr]

Respiração alta

No relógio
Ainda soam
Nove-e-treze

Quanto tempo ainda me falta?"

[Adaptado para o blog. Texto original: 19/08/13 - 9h14]

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sou ator!


"Sou ator!"

"Não posso ir ao seu aniversário
Não tenho dinheiro para a pizza
Desculpe, tenho ensaio!

Sou ocupado
Tenho alguns livros para ler
Perdão, não posso ficar até mais tarde!

Essa é minha vida,
Eu não posso quase tudo
Posso quase nada

Mas quer saber?
It’s alright, it’s OK!
Eu sou feliz assim!

Preciso de compreensão
Não escolho meus horários
Meus horários me escolhem

Mas quer saber?
Está tudo bem!
Sou feliz! Sou ator!"

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Moral de Lição

Quem me conhece pelo menos um pouco sabe que tenho como veículo de condução uma moto. E quem tem uma moto e já teve oportunidade de dirigir carros sabe a grande diferença que tem de um para o outro. Para enturmar quem não sabe, uma das principais diferenças é que você fica mais “por dentro” de tudo o que acontece durante o caminho. Vento, buracos da rua, quão quente está o sol... Também temos a oportunidade de ouvir mais conversas alheias – não que me interesse, apenas citando fatos – de pessoas que conversam no semáforo, por exemplo, conversas que ouvimos trechos ou apenas uma palavras de duas pessoas que estão conversando na frente de casa... Entre outros. A moto também nos dá a possibilidade de ver quantas pessoas passam por você – ou você por elas – durante o dia. São muitas que ficaria até difícil contar. Mas assumidamente pode-se dizer que você se lembra da imagem de alguma delas, pelo menos uma. É fato sabido que isso nada nos interessa, mas durante os caminhos rotineiros que faço todos os dias, as vezes me pego pensando nisso, em tantas pessoas que vejo e começo a me perguntar: ‘como será o dia desta pessoa?’ Não que eu seja um tipo xereta ou bisbilhoteiro, nem a última coisa que quero é cuidar da vida alheia ou que cuidem da minha. Meu fator é curiosidade, mesmo. Quantas pessoas vemos, quantos acontecimentos ao mesmo tempo, pelo que essas pessoas passam? Quais as dificuldades delas? O que as deixam felizes? O que a difere de mim?
Esses questionamentos só servem para me mostrar como somos iguais em vários pontos. Afinal, meu dia não é nenhuma maravilha, tem seus altos e baixos, novidades e mesmices, secos e molhados. Aquela senhora que vi atravessando a rua com uma sacolinha na mão, de cabelos brancos e vestido florido, também deve ter seu dia agitado. Afinal, só porque ela já passou da “flor da idade” não pode mais viver emoções? Merece descansar? Claro, todos merecemos. Mas quão difícil está sendo o(s) dia(s) dela? Será que precisa de ajuda? Será que quer ser ajudada?
Parece bobo dito desta forma, mas a realidade é que nossos problemas não devem ser maximizados sobre os problemas dos outros. Por mais difícil que esteja, acho que a melhor forma de pensar é que nossos semelhantes não estão melhores nem piores que a gente. Não importa quanto dinheiro ele tem no banco, nem quantas horas por dia ele trabalha. Pode não ter exatamente suas dificuldades, mas certamente ele tem as dele e seus motivos que – já disse – não devem ser diminuídos por acharmos que nossos problemas “são mais problemáticos”. Aprendo muito no meu caminho diário e espero continuar aprendendo. O “mundo alheio” tem muito que nos ensinar. Pensar nos outros nos dá lições para sermos pessoas melhores. E assim segue a vida. Não posso dizer que “buscando comparações”. Seria mais “nos tornando iguais”. Porque enquanto houver diferenças, não sairemos dessa – com o perdão da expressão – sociedade podre em que vivemos.



P.S.: Odeio quando meus textos tornam-se lições de moral -.-‘

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Acorda Alice!


"Acorda Alice!
Vê o relógio?
Vê tuas mágoas no chão?
Corre pela escuridão?

Acorda Alice!
Segue a vida, não escute o gato!
Teu tempo é precioso,
Tuas mágoas parecem ser infinitas...!

Teu país está aí,
As maravilhas...
Tu podes ver:
Cruéis, como o tempo

E tempo...
Você tem tempo
Mas nem tanto tempo
Quanto o tempo

Tudo é difícil,
Chorar parece tão mais fácil...
Mas teu rio de lágrimas
Fez-te a porta se abrir?

Acorda Alice!
Apagaram o caminho, eu sei
Parece não haver esperança, eu sei
Acabou o encanto... Rosas pintadas...

O país das maravilhas
Encanta!
Mas quão difícil foi sair?
Quão má foi a Rainha?

"Cortem a cabeça dela!"
Sabe jogar? Vai fazer corpo mole?
Quem vai julgar-te,
Se não você mesma?

Acorda Alice!
Hora da felicidade,
Hora da reviravolta
Antes que seja...

"É tarde! É tarde! É tarde!"